O calor do dia anterior se transformou em chuva. Ainda na cama do "Art Deco Hotel" se ouvia os trovões e a chuva bantendo no telhado. Sempre preferi, se é para enfrentar chuva na pilotagem, iniciar a motorada já preparado. Sei lá, o espírito fica mais conformado e alerta, o preparo das roupas e tudo mais ganha melhor atenção ao contrário do corre corre na beira da estrada se trocando para a chuva, sem falar que a pista já esta mais lavada e menos barro na cara. Bem, assim partimos rumo ao Uruguay, no início motorando entre 70 80 km por hora. Assim que a estrada melhorou um pouco ( o asfalto em manutenção estava todo fresado e com muitas poças de água ) o trem também melhorou e a média normalizou. Já no Uruguay entre Fray Bentos e Paysandu, trecho repletos de bi-trens carregados de eucaliptos para a papeleira, eis que ao cruzar um desses enormes caminhões me surge a frente, vindo não sei de onde, um balde plástico de 18 litros. Não deu tempo para fazer nada, só ver aquela coisa amarela "raspando a minha cara"…. certamente desviada por alguém a quem devo um muito obrigado. Mas também se houve algum risco nesta viagem, foi esse. Fim de tarde em Tacuarembó, mais um hotelzinho marreta, 1600 pesos em efetivo ou 2000 no cartão. Conseguimos dar uma volta pela cidade nos divertindo com a movimentação dos locais comemorando o "ralouin" ( pode? o colonialismo cultural ianque até aqui? ) e depois de uma bela pizza, cama para enfrentar no próximo dia o trecho até em casa.
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| Cuidado ao utilizar o buscador espião americano no planejamento da sua viagem, aqui por exemplo, ele não consegue reconhecer a ponte no Rio Uruguay em Fray Bentos. |
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| A solução encontrada foi fazer o trecho em duas partes. Que burro né? |
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| Numa das paradas para abastecer surge essa raridade para nós. |



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