quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A última pernada – Curitiba – Porto Alegre.

25 de outubro­­

 756 km rodados 20% de chuva e neblina na serra

 Total 10h 50min – 2h 10min parado – máx 137 km/h – méd 92  km/h – méd. geral 70 km/h

Atualizando então, foram no total 7245 km rodados que consumiram 429,75 litros de gasolina com a média de consumo de 16,8 km/litro.

Como havia dito antes, se fosse somente para rodar, a viagem poderia ter ficado entre Porto Alegre e Rio de Janeiro ou o sul maravilha como costumam chamar. Realmente são gritantes as diferenças e uma prova disso são as estradas. Agora como o objetivo traçado era chegar ao Rio Grande do Norte, então aguenta os quebra molas. Atendendo a solicitação do amigo Ricardo, deixo abaixo uma colaboração para quem pensa um dia arrumar as malas. No mais, sigo com o tratamento com Hipoglós já pensando na próxima. Alguém se habilita?

 Para ajudar na hora de preparar as malas.
Toda a minha bagagem nesta viagem ficou distribuída entre os dois cases laterais e mais uma bolsa de tanque.

O case direito, o maior, ficou com as roupas.
um jeans reserva,
um parkha leve,
duas bermudas,
um calção de banho,
8 camisetas,
4 pares de meias grossas cano longo,
4 cuecas,
nécessaire com todas as tralhas mais alguns medicamentos básicos,
um par de chinelos “Crocs”,
uma saboneteira com uma barra pequena de sabão de coco,
2 prendedores de roupas,
óculos de grau reserva,
lenço para o pescoço .

O  case esquerdo com “os gerais”.
viseira extra fumê,
um tubo de Tyre Repair Motul,
um litro de óleo Castrol dividido em 4 frascos de 250ml, só usei um,
todas lâmpadas e fusíveis reserva,
luvas de algodão,
kit ferramentas da moto,
chaves de boca 10 – 11 – 12 – 13,
alicate poli ferramentas,
lanterna pequena de leds,
2 extensores de borrachas,
uma bolsa tiracolo de lona,
um extensor tipo aranha,
10 metros de cabo 4mm,
um saco com carregadores – celular – das duas câmaras – computador – HD –
rádio do capacete mais uma “TÊ”,

 Na bolsa de tanque.
caderneta de anotações,
guia de estradas 4 Rodas encadernado,
canetas,
um computador tipo tablet Fujtsu mais um mouse,
uma câmara Nikon D300s com objetiva 18-200mm não utilizada,
uma câmara Ricoh  GX200,
baterias de reserva,
um mini tripé,
HD com leitor de cartão Wolverine,
estojo para memórias,
pen drive,
lenços de papel,
canivete suíço,
luvas cirúrgicas,
sacos plásticos tipo Ziploc,
cintas plásticas tipo lacre,
protetor solar,
toalha pequena de alta absorção para limpar viseira do capacete,
fita adesiva plástica,
um rolo de filme plástico de cozinha,

 Embarcado
GPS Zumo 220,
celular,
carteira com dinheiro e documentos deixando algum separado para pedágios,s
capacete,
luvas de couro tipo verão,
rádio de capacete Scala Rider 2,
jaqueta ZEBRA “ Air Flow Sistem” super ventilada,
camiseta de algodão,
calça* jeans,
meia de algodão cano longo,
botas** de lona “Gorotec” tipo montanha, confortável mas deixou passar água,
conjunto, calça e jaqueta, impermeável Pantaneiro.

*Calça jeans não é o prudente para a moto, mas como não encontrei em tempo algo mais suportável ao calor do nordeste do que as calças de Gordura, foi a alternativa de risco. 

**Botas, gaste aqui o que for necessário e possível para ter um confortável par de botas tipo motociclista “impermeável”, o conforto e segurança dos pés é tudo numa viagem longa.




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Os primeiros números

24 de outubro
Faltando ainda a última pernada até POA de mais ou menos 700 km~, os principais números são esses:
- 6458 km rodados;

- 380,88 litros de gasolina, geralmente comum, é difícil encontrar gasolina aditivada e de alta octanagem, não existe;
- média de 16,95 km/l  ao custo de R$1085,88;
- melhor média de 19,95 km/l entre Campos RJ e São João do Meriti RJ;
- pior média de 15,78 km/l entre Camacan BA e Itamaraju BA;

-  tempo diário de convivência com a Frida de 10 horas, exceto os pequenos deslocamentos entre as cidades do nordeste;

- o custo de hotel só na fatura do cartão..... que “meda”;

- a Frida, coitadinha, teve um retentor da bengala direita estourado no transporte da Gabardo* até Vitória e um rolamento do braço oscilante substituído em Salvador. Fora isso fez uma troca de óleo com filtro;

- no mais, pomada “Hipoglós” é bom pra bundinha de nenê e adulto também.

Gabardo* Por mais que o atendimento da transportadora em POA tenha sido perfeito pelo os atendentes, nada te garante a perfeita amarração da moto no trilho das carretas nos sucessivos transbordos da viagem. Alertado por um amigo com experiencia no assunto, isolei toda a área do sub frame da moto com plástico pluribolha e orientei que nada fosse fixado ali. Batata, quando vou apanhar a moto em Cariacica, sede da transportadora no ES, vejo os plásticos rasgados e alguns pedaços de papelão junto ao sub frame???  só espero que não tenha afetado a geometria do quadro. O vazamento da bengala só fui perceber mais tarde quando vi que o óleo que agora, visivelmente com o movimento da moto, saia do retentor da bengala direita não era proveniente de algum óleo da estrada, como havia pensado,  e sim da bengala mesmo, a moto saiu limpa de casa. Como se não bastasse isso gostaria de saber como a moto foi transferida de um pátio para outro, distante quase um quilometro um do outro, sem a chave que estava comigo? Pergunto ainda? Se não havia um lugar melhor para ela ficar que não fosse no meio do pátio em pleno sol Senegales? To querendo de mais né?

Resumo: Sempre que precisar enviar uma moto para qualquer lugar, não siga o papo de tradição e costume, embale e amarre a moto você mesmo. Construa um pellet ou peca um usado nas autorizadas e só então a despache. Pretendo na volta encaminhar isto aos interessados. Não quero reparação alguma, o mais importante é que o meu passeio poderia ter acabado ali e isso nada pagaria.

Um Pastel em Curitiba

23 de outubro

716 km rodados 10% de chuva

Total 9h 15min – 1h 50min parado – máx 146 km/h – méd 93 km/h – méd. geral 74 km/h

Hoje foi um dia 10, tudo deu certo, para ser perfeito só faltaram os amigos das HDs e o Ricardo com a Uly no rádio. Já saí do hotel em Registro com a idéia de comer um pastel em Curitiba, lógico que a estrada e o tempo deveriam colaborar. A Dutra* é um tapete, coloca-se uma sexta (façam o cálculo - 4000/4500 giros relação 1.316 com 100 kg peso), ajeita-se a bunda e esquece. Não é necessário frear e não existem quebra molas, meu Deus que maravilha. Cruzar a marginal em São Paulo num domingo pela manhã foi barbada, imagino em dia de semana. A próxima “autoestrada” foi a Regis Bitencourt que tirando a serra do Cafezal é punho... como quiser e tiver coragem. Uma grande ajuda para descansar são os inúmeros pedágios que te oportunizam uma levantadinha básica para ajudar na circulação da bunda. Outro truque, pelo menos comigo funciona, são os regulares trechos de pilotagem de pé, depois de acostumar é como nas trilhas, acelera, faz marchas e frea. Consegui fazer 230 km sem parar, um recorde nesta viagem. Assim, nessa tocada quando vi já estava nas proximidades de Curitiba. Após acertar no GPS o endereço do hotel onde a frau me esperava, sim a Marília anda por aqui mascateando, saímos para comer o Pastel.

By by

*Dutra -  embora alguns critiquem alguns trechos desta rodovia (BR116) que apresentam traçados perigosos como a curva JK, a pergunta que fica é porque não se consegue hoje construir rodovias planas, um tapete como essa? As novas, vide a duplicação sul da 101 já são entregues com “defeitos de fábrica”, cheias de ondulações e asfalto de última? Dos pedágios não quero falar, eu acho que é pura safadeza política.

GPS – grande invenção e como o computador seu uso depende de que estiver operando. O bom é sempre ter uma idéia macro do percurso e deixar o fino com ele. Ainda na Dutra, parei na PRF e perguntei sobre a melhor maneira de cruzar São Paulo e a dica que recebi do policial foi de que seguisse sempre pela Dutra, (sendo domingo não valeria a pena pegar a Airton Sena) onde cairia na marginal e dali, a Regis Bitencourt. Pois o sacana do GPS teimou o tempo todo e me fazer sair da Dutra, recalculando...recalculando... até entender que eu não iria obedece-lo e recalcular para Regis Bitencourt. No mais foi perfeito na indicação dos radares, quebra molas, postos de polícia e pontos mais próximos de abastecimento. Valeu.
Essa fotinho é pra Rosa, minha grande progenitora que já deve ter queimado pacotes de velas aos santos. beijos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Guarapari - Registro RJ

22 de outubro

657 km rodados  80% de chuva

Total 9h 45min – 1h 58min parado – máx 123 km/h – méd 79 km/h – méd geral 63 km/h

São Pedro pegou pesado hoje, amanheceu com chuva forte e foi assim quase o dia todo. De Guarapari até a divisa com o Rio a estrada é sofrível, talvez com sol a paisagem deva ser muito interessante, morros, curvas e alguns restos de mata atlântica que teima em atrapalhar os empresários da especulação imobiliária. Já no Rio, os pedágios (6) comem solto numa estrada muito vagaba, muito pior que a nossa RS40. A duplicação só acontece já próximo de Niterói. O destaque ficou com a ponte Rio-Niterói, foi emocionante cruzar com a Frida um dos mais belos cartões postais do mundo, o Rio de Janeiro. No mais, por motivos de chuva maior não teremos fotinho hoje.
By by

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eunápolis - Guarapari

21 de outubro

601 km rodados  20% de chuva

Total 10h 24min – 2h 40min parado – máx 130 km/h – méd 74 km/h – méd geral 55 km/h

Hoje o dia prometia ser um dia “daqueles”. Encilhei a Frida abaixo de chuva, a 101 no seu pior trecho tirava toda a tesão e as “bolhinhas” na bunda continuam aumentando. Imaginem que as expectativas foram superadas e até agora hoje foi um dos melhores dias de estrada. A chuva logo foi embora deixando no lugar um claro dia nublado, nem quente nem frio. Os caminhões ficaram em casa e os que estavam rodando facilmente eram ultrapassados. A viagem só não rende mais (vejam as médias acima) em razão das várias cidades que se instalaram a beira da Briói e os seus inúmeros redutores de velocidade.

Pensamento do dia: Depois de um quebra molas, sempre vem outro.

By by
Cenas assim valorizam a viagem.

Salvador - Eunápolis

20 de outubro
643 km rodados  50% de chuva e muito vento de rajada
Total 13h 10min – 3h 08min parado – máx 119 km/h – méd 63 km/h – méd geral 48 km/h
As cinco da matina eu já estava saindo da pousada Poesia de baixo de muita chuva e vento. A vontade era voltar pra cama e esperar a chuva passar, mas... sempre tem um mas e neste caso, pior. O pior foi à travessia de ferry até Itaparica, imaginem que fiquei 50 minutos com a mão direita acionando o freio da moto enquanto o corpo fazia FORCA no sentido contrário do apoio lateral. O mar estava muito feio e quando entrava a série me jogava literalmente sobre a Frida temendo que ela virasse no convés do ferry e eu não teria como levantá-la, Calculei que as inclinações provocadas pelas ondas passavam de 15 graus. Já na estrada o destaque ficou com a parada para o almoço na Casa da Tapioca. Gente, a tapioca Jeribucaçu que significa “jacaré da boca grande” é uma iguaria, o Eli todo orgulhoso me deu as dicas de como fazer e agora quero ver se dessa vez acerto. Muito vento de rajada atrapalhando a motorada, mesmo assim a 101 estava legal.
By by
Que sufoco, aqui o ferry ainda esta atracado em Salvador.
A solucão pro pé ficar sequinho.
Mas que tapioca tche!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Maremoto em Salvador! Diria a Zero Hora

19 de outubro

Não foi bem assim mas deu uma virada incomum aqui segundo os soteropolitanos, coisa digna das piores ressacas de inverno em Tramandaí. Como não dava praia fui direto pra oficina acompanhar os reparos da Frida. Na moral, o Marcinho mesmo doente, apareceu no início da tarde na Prime Motors para não me deixar na mão e substituir o rolamento e o óleo. O Marcinho é gaúcho da Cavalhada, trabalhou no preparo de carros, conhece o Hugo o Alexandre e outros ligados a mecânica, mundo pequeno não? Agora é torcer para que o tempo melhore e permita a travessia de ferry até Itaparica e depois pegar a BA 001 até Ilhéus, caso contrário darei uma volta de 150 km para cair na Briói. Vamos ver, amanhã eu conto. Gente, sem sarro, mas descobri umas bolinhas na parte inferior das coxas ou os primeiros calos na bunda, para outros..... é sério!

By by
 Parecia um Tsunami na praia da Pituba.
Valeu Marcinho!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Passar a tarde em Itapuã.....

18 de outubro

Precisamos estar sempre preparados para o inesperado, acontece que desde Maceió estava preocupado com um ronquinho que vinha da roda traseira. Exames preliminares apontavam uma pequena folga lateral no rodado, suficiente para me preocupar e reduzir a marcha mais ainda. Um contato com o Joadir da Workteck POA me tranquilizou o suficiente para chegar a Salvador e então procurar a única autorizada Beeme do nordeste. Pois o resultado será a substituição de um rolamento do braço oscilante, que imediatamente encomendado de São Paulo, deverá chegar amanhã na Prime Motors. Imaginem agora que situação “desagradável” ter que esperar esse tempo todo na beira da praia.... sol, marzão, cervejinha, petisquinho... um tédio!
Só pra nós, que a Frida não escute, mas enquanto ela tomava um banho antes de entrar na oficina, pintou uma GS800 para eu fazer um teste drive. Gente, desde 2008 quando foi lançada no salão do automóvel que não tiro os olhos dessa bicilíndrica e a voltinha na beira mar, aqui na Pituba, foi um espetáculo. É Bárbara.... acho que a Frida vai dançar ou ganhar uma companheira, uma “Helga”talvez.

No mais fico por aqui curtindo o meu castigo. Há há há

Alessandro já tá motorizado?
A Frida no banho

Maceió - Salvador

17 de outubro

602 km rodados  0% de chuva

Total 10h 50min – 3h 10min parado – máx 1117 km/h – méd 74 km/h – méd geral 53 km/h

Estrada “boa” e sem chuva não é todo dia. Mais uma vez tentando evitar a BR101 rumamos para o sul pela AL 101, talvez nenhuma outra rodovia atravesse um estado tão próximo ao mar. Em Penedo, onde o São Francisco divide as Alagoas de Sergipe a espera da barca, em pleno sol nordestino, custou mais de hora. A Frida exibida como ela só sempre junta um bando de curiosos em volta e aí o papo rola frouxo. Os caminhoneiros em geral são apaixonados por moto e quase a maioria tem a sua em casa. Na continuacão sem outra escolha, caímos na Briói por mais uns 200 km. A BR não e tão ruim assim, o problema é a falta de alças de acesso quando ela corta uma cidadezinha o que também esta sendo resolvido com a duplicação. O exército é responsável por um grande trecho da obra e andei lendo que até os milicos “meteram a mão”. Já que falamos em corrupção, da 101 tomamos a BA 099, também chamada de linha verde, deve ter rendido com certeza “belos extras” aos políticos baianos. Nos seus últimos 45 km a BA 099 é duplicada para poder ao final passar a sacolinha do pedágio e em seguida te largar na zorra do transito da capital. Levei mais de 45 minutos para rodar 6,5 km, bárbaro! Já acomodado  na pousada Poesia, o jeito foi um belo banho, um acarajé da Sira e CAMA, a bunda tá adormecida
Antes que esqueça esta pauta ainda quero desenvolver:

“O BRASIL QUE EU VI NÃO PASSA NA GLOBO”

By by
Na entrada do hotel de Maceió.



Ela não quis olhar

domingo, 16 de outubro de 2011

João Pessoa - Maceió

16 de outubro

442 km rodados  40% de chuva

Total 6h 58min – 1h 59min parado – máx 104 km/h – méd 70 km/h – méd geral 50km/h

Pois o percurso de BR 101 duplicada, bom pra rodar, foi superado pelas péssimas condições, ou melhor, sem condição alguma, nas proximidades de XERÉU (AL). Meu Deus é pura bandidagem dessa turma de políticos sacanas, como se não bastassem às crateras, os FDP me colocam um quebra molas em saída de curva, em descida, sem qualquer sinalização ou mesmo uma pinturinha no morrinho de asfalto. A sorte é que sempre to esperando um quebra molas na próxima curva. Vou parar de reclamar e dar uma voltinha na praia de Pajucara para buscar mais uma fotinho de coqueiro. Amanhã pretendo postar de Salvador. Assim, “devagarmente” vou chegando mais perto do Rio Grande.
Pois bem, não é que encontrei uma posta de surubim grelhada me esperando num buteco muito simpático da orla? A sobremesa foi tapioca de banana com canela e outros temperos mais.
Em tempo: de Pernambuco, infelizmente, só vou poder lembrar de como são maus motoristas. Não sei se tem algum fundamento estatístico, mas as maiores barbaridades que vi no transito foram aqui, chegando ao cúmulo de um carinha buzinar para eu dar o lado para ele ultrapassar, na cidade em pista dupla. Tenho que estar ultra alerta porque tudo pode acontecer.

Hoje a foto não vai ser de coqueiro, encontrei algo que lembra os bons tempos da ingenuidade, anos 80, campanhas das diretas, tempo em que acreditávamos que a "mudança" iria acontecer, pelos menos com mais velocidade, mas a democracia nos prega cada surpresa.  Encontrei o memorial Teotônio Vilela, o senhor das diretas, o menestrel das Alagoas como cantava a Fafá, bons tempos...

Lembro que ele foi da ARENA, mas a luta era por uma causa suprapartidária.
A música da Fafá ao fundo emocionou... o comício na prefeitura, a pomba branca...
quem viveu sabe.

sábado, 15 de outubro de 2011

O comeco da Volta

15 de outubro

179 km rodados  50% de chuva

Total 3h 35min – 1h 20min parado – máx 126 km/h – méd 78 km/h – méd geral 50km/h

Quando deixei a pousada Estação do Sol em Natal já passava das 8 horas. A tocada foi fácil na pista duplicada da nova 101 mesmo com a chuvinha besta de verão que volta e meia dava as caras. Imaginem a sauna dentro da roupa. Já em João Pessoa instalado num hotelzinho de frente pro mar na praia de Cabo Branco peguei a Frida e fomos dar uma explorada no litoral sul. Logo adiante na ponta do Seixas ( ponto mais setentrional do Brasil ) , na praia do mesmo nome encontramos uma birosca com uma enorme "almendra", como chamam aqui, repleta de locais falando cantado. Achei uma mesinha e logo o rapaz me ofereceu uma posta de cavala com salada e pra beber....imaginem? cerveja não dava, então fui de água de coco. Mais tarde foi a vez da parte norte, a famosa praia de Tambaú e Manaíra. O açaí que servem aqui é maravilhoso, melhor só experimentei em Belém. Amanhã quero ver se encaro mais seriamente a volta, só de olhar para baixo no mapa fico com pena da minha bunda. Mais uma vez não tenho conseguido ou melhor, parado para fazer fotos durante a estrada, perde o ritmo. Sobra então fotinhos de coqueiros na praia frente ao hotel.  Azar!
by by
A praia do Seixas

Esta árvore maravilhosa só não dá no RS

Mais um coqueirinho, agora na praia de Cabo Branco

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Natal 14 de outubro





Hoje resolvi dar uma de turista e fui com um casal aqui da pousada conhecer o litoral norte potiguar de bug. Valeu, pelo menos não precisei dirigir. Consegui tomar banho de mar, lagoa sem me preocupar com moto, tralhas e outras coisas mais.
Amanhã inicio a volta, faço a primeira parada em “John Pessoa” que havia deixado para trás,  ainda não tenho a mínima idéia de quando deve estar de volta. Terminada a pausa aqui em Natal pretendendo retomar as postagens. Agora to com fome.
By By

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

N A T A L !!!!

13 de outubro

309 km rodados
Total 6h 44min – 2h 08min parado – máx 126 km/h – méd 67km/h – méd geral 46km/h

Por agora digo que o trecho João Pessoa – Natal foi o melhor de estrada até agora, a BR 101 quase inteiramente duplicada permitiu andar descentemente, mais de 20, 40 km sem fazer marcha, sem quebra molas ou cidadezinha que obriga reduzir e frear. Paguei os pecados para sair de Recife... mas isso também faz parte. A pousada na Ponta Negra fica ao lado do morro do Careca e a água do mar é mais quente que Salvador. Volto mais tarde com outras considerações agora que Natal “foi conseguida”

A lua cheia em Boa Viagem

 
A foto tão esperada.


Olha a chuva rondando.

Morro do Careca.

Olha o Careca lá no fundo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Boa Viagem PE

12 de outubro

320 km rodados com 3% de chuva
A capital Alagoana tem sido até agora a grande surpresa ecom certeza vamos conferir né Marília? O estranho é que me pego rindo tentando imaginar o então “ex-picareta de carros e falecido”, PC Farias, andando num Ford Landau com os vidros fechados pelas ruas quentes de Maceió. Detalhe: o Galaxi não tinha ar condicionado.
Encilhada a Frida tomamos rumo norte pela beira mar, os preparativos para o dia da criança desviava trechos da avenida liberando mais espaço para as atrações. A primeira parada da manhã foi em Maragogi AL, famosa pela sua costa azul turquesa de corais que formam  piscinas naturais conhecidas como Galés, causando inveja, dizem, ao Caribe. O almoço foi dourado com pirão e arroz. Divino. Já a sobremesa, estrada novamente até Porto De Galinhas.
Porto de Galinhas?.... deve ser legal num pacote que te coloca numa pousada/hotel com acesso a praia. A maior parte da praia é privada e a parte pública que seria o centrinho, com o feriado estava uma muvuca.
Por fim “setei” o GPS para Recife correndo na frente dos pernambucanos que também retornavam da praia.
O percurso de hoje foi todo entre canaviais, enormes carretas de três vagões, usinas e o cheiro constante de cana azeda.  Certa hora resolvi parar para fazer uma foto, tudo bem até retornar para moto que estava no lateral, e não conseguir levantá-la. A inclinação era muito grande, tive que caminhar mais de 50 metros para encontrar uma pedra que permitisse calcar a moto e então sair. Só pode rir quem nunca passou por essa.

By by
Não é mole levantar a Frida.
Predrinha salvadora

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Maceió

11 de outubro

Que cidadezinha porreta essa tal de Maceió.

Instalado no hotel em Pajucara, depois de dar uma rápida voltinha no sujo centro da cidade, resolvi dar uma caminhada na orla e aqui estou sentado numa das várias biroscas que servem tapioca para fazer o relato diário acompanhado de uma Skol. A cena é de praia. Uma leve brisa empurra as últimas jangadas que chegam com os turistas, a gurizada joga futebol ou pratica skate, os mais velhos caminham na pista especialmente construída e eu aqui tomando cerveja. Há há há.

Hoje foi o primeiro dia 0% de chuva e a Frida ficou solta dos cascos, apesar dos 47 quebra molas.

De Neópolis cruzamos o São Francisco de barca para encontrar no outro lado a histórica Penedo, se soubesse teria dormido nas Alagoas e não no posto de gasolina de Sergipe. ( sacanagem com a Pousada Cambraia aquela que garante “conforto e bem estar as margens do velho Chico “ )

 A estrada, AL 101, integra o que eles chamam de costa verde, que sempre que pode costeia o a mar desde o norte da Bahia até sei lá onde mais, Natal? Fortaleza? ( faltou pesquisa ) e corta enormes fazendas de coqueiros ou canaviais, interrompidos vez que outra por algum pequeno povoado que serve de dormitório da mão de obra escrava.  ops!

O ponto alto do dia fica por conta das “prainhas” de  Coruripe, Gunga (dez), Barra de São Miguel e Frances.... me nego detalhar até porque não pude aproveitar, fiquei com pena da Frida naquele sol e eu lá no bem bom . Aconselho uma Googada no lugar!

·        Rogério diz pra Laura que em Maceió encontrei uma Gelateria FREDDO.
·        Marília temos que voltar aqui com tempo prá curtir as praias, os camarões e as tapiocas,
·        Tá faltando companhia pra Frida, esses meus amigos!
·        Hugo não imaginas o que vimos de Robson 44 em Salvador.


By by

No outro lado do Chico.fica Penedo.

Penedo

Lá em baixo praia do Gunga

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Itapuã - São Chico

10 de outubro

487 km rodados
Segunda 10, os baianos da pousada fizeram café mais cedo para nós, a Marília tinha que estar no aeroporto com nome de filho de coronel “painho” às 8h para pegar o TAM de volta. De lá saí pela BA099 rumo norte com a primeira parada em Arembebe, hoje pertencente ao complexo Camaçari. Em 76 quando lá estive na companhia de uns baianos malucos, Arembebe era o “point” da contra cultura hippie. Janis Joplin e Mike Jaeger recém tinham deixado suas pegadas por lá. Lembro como hoje que quando abri a barraca montada a beira do rio me deparo com um bando de malucos pelados tomando banho. Imaginem só como eu ia contar pra Rosa depois.... e quando os guris começaram a fumar uns cigarros estranhos então? sem falar de umas gurias se beijavam na boca... era muito prum guri tabacudo do Rio Grande. Pois é.... não tive coragem de chegar até a beira do rio onde parece que os empreendimentos imobiliários estão chegando.
Novamente na estrada uma pancada de chuva se anunciava e com ela a dúvida, troca os pneus ou não? Os pneus aqui são as calcas e a jaqueta de plástico que protegem da chuva quando chove e que faz uma sauna quando ela para logo ali na frente, quem já viajou de moto sabe.

A paisagem aqui, mais uma vez é a monocultura, agora da cana de açúcar que faz os usineiros ficarem ricos e sustentarem uma bancada de corruptos no congresso enquanto o litro o álcool, milagre ambiental brasileiro, custa mais de 2 Reais. Não tinha contado, mas do norte do Espírito Santo ao sul da Bahia a ocupação é de eucaliptos, aqueles mesmos que a Yeda se comprometeu implantar no Pampa gaúcho. Não gosto nem de pensar o que vai ser dessas terras daqui uns anos?

Well, de resto, a estrada fora da BR melhorou muito, permitindo andar um pouquinho entre os quebra molas. Gente, como tem quebra molas, com certeza vou gastar um jogo de pastilhas, de tanto frear.
Chegando perto cada vez mais do mar, encontrei praias iguais as nossas só sem a cor chocolate o que me fez passar ao largo de Aracaju. Não deu vontade, pelo menos agora, de ficar na cidade que deve ser bem interessante, limpa, transito aceitável, muitos bares na orla do caranguejo se não falha a memória... Mas as praias estilo Capão da Canoa, pode parar. Segui em frente.

Agora, quando anoto o dia de hoje no meu super computador, acabei de jantar carne de sol com macaxeira na manteiga numa pousada a beira do tio Chico.

A cidade se chama Neopolis (SE) e na outra margem do São Francisco, Penedo (AL). Amanhã cedo pretendo pegar a balsa e iniciar o famoso litoral Alagoano.

A Frida vai dormir na rua o que me deixa um pouco preocupado, fazer o que né?

Outra coisa interessante é aqui, nessas latitudes, anoitece as cinco horas te obrigando iniciar o dia bem cedo para poder render a motorada.

By by
Em Arembebe faltou coragem para conferir a areia.

domingo, 9 de outubro de 2011

Sábado e domingo de praia em Itapuã.

8 e 9 de outubro

O fim de semana foi dedicado exclusivamente para a praia na frente da pousada. Fazia tempo que não experimentavamos um mar tão quentinho, acostumados com  Santa isso aqui é uma beleza. Tentamos na tarde de sábado dar uma voltinha com a Frida pelas redondezas da lagoa do  Abaeté, farol e outras praias, mas ela não curtiu muito. Incrível como existem quebra molas que somados ao transito tri engarrafado não deixava a moto engatar uma segunda marcha. Amanhã, a Frida, vai ganhar estrada de novo, deixo a Marilia no aeroporto e seguimos para Aracaju.
A Pousada Poesia
Até a volta!
Fim de tarde no Farol


 



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salvador 2 7 de outubro

0 km rodado

Hoje a Frida descansou, resolvemos fazer um "cititur" até o centro histórico, com direito ao elevador Lacerda, Pelourinho, farol da Barra e a indefectível moqueca de peixe no mercado modelo ( que coragem em Laura? ) Valeu muito para a Marília ter uma idéia da orla da cidade. Agora sem querer ser negativista, é duro de acreditar que Salvador foi, porque certamente não é mais, referencia em turismo no Brasil, é uma lástima o que as contínuas administracões públicas fizeram do berco da nacão.
Fiquem com algumas fotos e até amanhã que vamos sair para comer uns "beijus".

A frida descanca na pousada Poesia.


Olha só a pose de turista.


Imaginem um flanelinha assim em Porto Alegre

Esperando a copa 2014


Fim de tarde na piscina da pousada

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Salvador

136 km

Na última perna para chegar a Salvador, resolvi abandonar a 101 e rumar para Itaparica e lá tomar um ferry até a capital Baiana. Sem comentários, como já havia estudado, daqui prá frente vou sempre procurar caminhos alternativos. A pousada reservada fica na praia de Itapuã, um pouco longe de tudo, mas no fundo é isso mais é o que estamos procurando. Com certeza vamos deixar um dia para carimbar o passaporte no centro histórico, levar a Frida para dar umas voltinhas no lugar e depois praia, sombra e cerveja. A Frida até agora é só elogios, fez um pouco de cara feia com a chegada da Frau, mas logo logo vou dar uma boa lavada nela. Deixo prá vocês um pouco daqui e até mais.

A pousada Poesia fica na bira do mar quase vizinha ao farol


Bobó de camarao foi o almoco.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bom dia Sol

622 km rodados

Total 11h 59min – 3h 12min parado – máx 129 km/h – méd 71km/h – méd geral 52km/h

O segundo dia iniciou com chuva, mas logo o sol foi empurrando o cinza do lugar e mostrando o colorido da paisagem  e o melhor de tudo, muitas curvas, o sonho dos motociclistas. O problema é o fluxo intenso de caminhões dificultando as ultrapassagens, basta ver as médias baixas de velocidade. Lembro das belas e vazias estradas dos nossos vizinhos do prata. A 101 norte já devia ter sido duplicado. Pois bem, hoje valeu .... Amanhã me encontro com a Marília em Salvador, onde pretendemos curtir um solzinho.
A foto de hoje, na falta de coisa melhor é o estúdio portátil que carrego para fazer as anotações.
By by                       O poste anterior “muita chuva na 101” é do dia 3

Tudo isso é para não se perder

Muita chuva no primeiro dia na 101

353 km rodados –

Total 7h 39min – 2h 26min parado – máx 126 km/h – méd 68km/h – méd geral 46

Decepção é o termo para explicar o dia de hoje. No primeiro dia de estrada a chuva que ainda cai não deu trégua. Apesar da pós-graduação em chuva que fizemos Ricardo,  Hugo e eu, não imaginava como seria duro à mistura, chuva x  BR101 que não é nada parecida com a “briói” aí do sul.
Pra resumir a aventura, às 16 horas resolvi parar num hotelzinho de beira de estrada, descansar e amanhã seguir viagem.
O visual da pousada "Malacar" em Teixeira de Freitas onde parei para descansar




segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vitória

47 km rodados
Às cinco horas da matina já assinava o ponto no Salgado Filho, pior foi para a Marilia que teve que me levar. Da Azul só posso falar bem, espaço legal nas poltronas,  pontualidade, goiabinha honesta com suco de laranja.... agora da “rodoviária” de Campinas onde fizemos escala? Gente tinha fila de homens no saguão para ir ao “sanitário”, parecia realmente uma rodoviária de interior. Ridículo, uma sala de embarque com  mais ou menos 500metros quadrados para despachar os passageiros nos 8 portões...e bota pobre viajando. Brasiiillll!!!!! 
Bem vamos ao que interessa, a Frida, ela estava bem lá no cantinho do pátio da  transportadora me esperando, imunda, mas funcionando. GPS na mão selecionei Vila Velha no écran e para lá fomos driblando um transito suburbano. O dia não colaborou muito, mas do Convento do Carmo tive uma boa ideia do que é a ilha de Vitória.
No mais. Começou a chuva, espero que melhore até amanhã quando pego a estrada em direção a Salvador.

By by