domingo, 30 de novembro de 2014

30 de novembro domingão em Ushuaia

                           Reservamos o domingo para tirar um pouco o atraso do sono.                                    Essas contínuas motoradas de 600, 700km diários, mais as caminhadas, vão acumulando o cansaço e chega uma hora que temos que acertar as contas e os domingos, até no fim do mundo, são bons para isso. Ainda pela manhã resolvemos dar uma volta pela San Martin.       Como quase todo o comércio estava fechado foi mais agradável, de lá voltamos pro apart, matamos o sorrentino que havia sobrado da janta. 
                            Na tarde mais um passeiozinho pela cidade, aproveitamos para abastecer e ficar pronto pra amanhã. Cedido no más, pretendemos sair pra Punta Arenas, a capital foguina do Chile. De volta pra casa, atualizamos os contatos com a família pelo skype sem esquecer que hoje, 30 de novembro o Bruno esta de aniversário, mais um que ele comemora longe da mãe… mas que mãe passeadeira. 
                             Bruno, daqui mandamos um grande beijo e abraços pela data, muito juízo guri,
da mãe
do Luiz 
e do Fernando.                  

passamos para agora para as fotinhos do dia

Ushuaia no início do século passado foi sede de um presídio especial,
nada melhor que o fim do mundo para esconder as pessoas...
... o tema então é recorrente e o comércio explorar o passado.
Que coisa de "loco" gente! a rua termina dentro do navio cheio de gringo.
A última das moicanas ( a casinha ) na Ushuaia globalizada dos seus Duty Free.
Deveria ser tombada.
Visto daqui de baixo o morrinho que subimos.
A cadeia nevada cerca a cidade deixando-a de frente pro canal.
Ushuaia vista da praia grande.
Ruta 3 na entrada de Ushuaia. by Kalu
Ushuaia vista do pátio do xópicenter. by Kalu







       

sábado, 29 de novembro de 2014

29 de novembro Ushuaia



                       Dia cheio na Terra do Fogo. Nosso apart foi uma ótima escolha, distante da muvuca do centro é amplo e espaçoso com todas as equipagens necessárias, o forno então é de primeira, e a prova foi um cordeirinho dois dentes “magnífico” que assamos para a janta de ontem. Pela manhã subimos o Glacial “Cumbres del Martial”. Foram 3000 metros de subida em terreno fácil mas com um grau de inclinação moderado que deixou os véios malitos. A Marília na volta, mais 3 mil metros pra baixo, levou um escorregão na neve e caiu de bunda no chão.
                       Professor Alessandro, depois disso por muito tempo não vamos precisar de academia, as caminhadas daqui pra frente vão se intensificar. Um breve almoço em casa, comprado na esquina, e saímos direto pro Parque Nacional Terra do Fogo. Na fim da Ruta 3 com seus 3079km de Buenos Aires, na bahia Lapataia tiramos a famosa foto turística em frente a placa sinalizando o feito. 
                       Mais umas caminhadas no parque para ver os castores e tomar um café com empanadas no centro de recepção e voltamos pra casa, mas antes passamos no mercadinho e compramos umas "selas Artois" e um sorrentino com molho de carne para a janta. Não preciso comentar que os caras entendem de pastas, estava maravilhoso.     Fiquem com as fotos.

  aqui mais um roda roda, fica melhor abrir no you tube

Roda roda em Ushuaia.
Os primeiros mil metros da subida.
Uma idéia da subida, lá em baixo Ushuaia.
É como voltar a ser criança.

Idem.

Somos muito pequenos perto disso.
Uma prainha que não lembro o nome no Parque Nacional.
Estético filosófico carnavalesco.
A mesma prainha que ainda não lembro o nome.
Pra fazer essa foto tem que vir até o fim do mundo.
A praga dos castores que represam as águas e acabam com as árvores.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

28 de novembro Rio Grande - Ushuaia


                       A região da Patagônia e a cidade de Rio Grande em especial por ser terra natal do falecido presidente Kirchner recebeu muitos incentivos do governo, com certeza para compensar as distâncias dos centros mais desenvolvidos, como o centro/norte do país, o que não significa que o dinheiro tenha sido bem aplicado. Não posso falar das condições sociais dos viventes mas em Rio Grande o estilo “neo brega chique” arruinou com a cidade, meu Deus que coisa mais esquisita, dela levamos como recordação uma bela janta no Don Pepone, Perito Moreno 631, assistindo uma grande final entre o Boca e o River, fica a recomendação se alguém um dia se perder por lá. 

                      Uma coisa estranha que reparamos em Rio Grande e que aqui em Ushuaia se repete, é a quantidade de carros na cidade. Gente é algo desproporcional, não existe lugar para estacionar, todos os espaços estão cheios de carro, um absurdo. Sobre Ushuaia posso dizer que esta muito diferente de quando por aqui estive em 98. A população deve ter quadruplicado, ou mais, e o esquema gringo globalizado tomou conta. O jeitinho peculiar de uma cidade a beira da montanha com frente pro canal de Beagle deu lugar ao “empastelamento xopicenter”. Não esperava diferente, afinal temos que “carimbar” o passaporte no fim do mundo. É como ir a Roma e não ver o papa! Ainda bem que a beleza natural do lugar supera tudo isso. A temperatura caiu um pouco e a chuva sempre pode chegar a qualquer instante. Conseguimos um bom apart um pouco afastado do centro e amanhã sairemos para conhecer as atrações foguinas.


Quase chegando. by Marília
Os primeiros picos nevados da viagem na chegada de Ushuaia.
A Ruta 3 é sempre um espetáculo.

Lindo não?

- Tá muito frio, vou ficar aqui dentro.
Na saída do Museu Marítimo, Ushuaia. by Kalu
A água que desce da geleira pode até ser colocada no whisky. by Kalu.
Na beira da Ruta 3 a caminho de Ushuaia. by Kalu
Não existe mais espaço nas ruas para as pessoas. by Kalu
No verão aqui temos 8 graus durante o dia e a noite baixa a zero. by Kalu

27 de novembro Puerto San Julián - Rio Grande


                          San Julián foi uma grata surpresa neste percurso. A cidadezinha muito ajeitadinha com seus 6500 habitantes teve participação relevante na guerra das Malvinas como base de lançamento do aviões Argentinos.  O hotel Costanera é bem equipado e a noite serve janta a la carte. O wifi nos quartos também não pega nos obrigando ir para o restaurante se conectar acompanhado de um Malbec.
                          Às 8 da matina já estávamos rodando, não sabíamos se conseguiríamos chegar em Ushuaia. Além dos 920km teríamos 4 aduanas pra fazer e no Chile as coisas não são muitos ágeis. O asfalto da 3, geralmente muito bom, as vezes vira rípio o que diminui a nossa média. Finalmente cruzar mais uma vez o Estreito de Magalhães é sempre uma grande emoção. Nada demais, um ferry e 20 minutos de travessia, mas tem o sabor de um marco vencido. O frio finalmente veio se estabelecer, no fim da tarde chegamos em Rio Grande dos “Kirchner”,onde resolvemos pernoitar com 9 graus e um ventinho.


                         Amanhã chegaremos no “Fim do Mundo”.

No largo frente ao hotel mais um dos vários memoriais em homenagem
 aos heróis da guerra política que a ditadura, já em decadência,
inventou para se manter e desviar a atenção do povo Argentino.
Estamos chegando.

No ferry cruzando o Magalhães. by Kalu


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

23, 24, 25 e 26 de novembro

                       Oi pessoal, gostaria muito de ser didático e contar o dia a dia da nossa viagem, mas tá muito corrido. Imaginem que já andamos mais de 3600km nesses dias, considerando que um deles paramos para conhecer a Península Valdez. Não temos tido muita sorte com os WI-FI dos hotéis e os vinhos das jantas também tem colaborado bastante para a pouca publicação.
                       Agora em Puerto San Julián conseguimos um hotelzinho bem legal a beira mar e depois de uma truta com amêndoas me ponho a dar satisfação, no restaurante do hotel, no quarto não pega direito. 
                       Muita coisa pra dizer..... mas relaciono algumas:
- Tá ficando cada vez mais friozinho, nada demais, não baixou ainda dos 13graus;
- Até o fim da viagem estaremos montando as malas no bagageiro em menos tempo que um pitstop da Ferrari;
- O vinho daqui é muito bom;
- É muito legal não fazer nada e viajar;
- A Sportage tá muito bem só que bebendo um pouco mais que eu esperava, também pudera é difícil segurar o pé;
- O rípio tem sido menos assustador do que o esperado;
- 11 entre 10 motos na estrada que passam por nós, são Beême, sei lá não aparecem outras;
- Tô louco pra voltar de moto;
- Tem muito bichinho legal aqui, até umas baleinhinhas metidas que gostam de comer as foquinhas;
- A nafta nessas paragens é subsidiada;
- A viagem agora esta para começar e temos muitos dias ainda de surpresas e maravilhas.

Deixo aqui algumas imagens.... na volta posso recuperar os detalhes.

Um Grande abraço!



Roda, roda, roda mais um pouco o Fernando cai.



Esse filminho ecologicamente incorreto me valeu uma mijadinha do guardinha.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

22 de novembro Buenos Aires - Bahia Blanca ( em 23/11/2014 )


                      O dia em BA iniciou com uma bela surpresa. O café do hotel Avenida foi além das “meias luas” e café, imaginem tinha suco de laranja, torradas, iogurte, café e os dois tipos de “medias lunas”. Ainda sobre o Hotel posso dizer que valeu pela localização, três quadras da casa da Cristina, simpatia dos atendentes, instalações e  do custo. Nove e meia como combinado, Nestor e Ivone passaram no hotel para nos levar a uma “cueva” para trocar nossas granas por pesos Argentinos. Lógico que as restrições econômicas vivida pelos hermanos nos favoreceu na troca, e muito. Numa banquinha de esquina compramos um chipe de celular e aqui o auxílio do Nestor mais uma vez fez a diferença. Gracias hermano!
                    Nos despedimos e ainda na Av. de Mayo setei o GPS para Bahia Blanca e, e, e…. quem diz que encontrar a ruta 3 rumo ao sul foi uma tarefa fácil, todas as orientações do Garmin e do WAZE, que também já tinha entrado em auxílio com aquela vozinha ridícula de Mickey Mouse, acabavam em uma obra que interrompia a passagem. Uns trinta minutos de muito congestionamento e depois de pagar 3 vezes pedágio na mesma praça conseguimos, ufa! A Ruta 3, com certeza é a mais importante conexão rodoviária com o sul. O movimento vai “melhorando” a medida que baixamos, mas o fluxo constante de bitrens e caminhões tanques fazem da viagem um constante zigue-zague de ultrapassagens. Chamo a atenção mais uma vez, para a condução ao volante dos Argentinos, ainda não vou generalizar, mas tanto aqui como na região centro norte dos país que conheço relativamente bem, parece que as regras de trânsito não existem, ou se existem, podemos resumir em uma só: Não quero ver ninguém na minha frente. Incrível mas ainda não me acostumei. Ainda hoje um Voyage que acabara de nos ultrapassar foi pôr mato…..
                   No mais o sol abriu e a temperatura ficou na média de uns 25 graus.                 Os postos de nafta começaram a ficar mais espaçados e num descuido de navegação e excesso de cagaço resolvi usar da nossa reserva de 20 litros, beleza, 20km depois encontramos um posto YPF, rá, rá, rá… 

No final da tarde, já próximo de Bahia Blanca, tivemos uma amostra do que é a sinfonia de cores do entardecer nessas latitudes. Encontrar hotel mais uma vez também não foi fácil, os hermanos estão de feriadão até segunda, e o nosso celular não esta permitindo fazer ligações, algo ficou bloqueado nessa coisa. Mais a primeira Quilmes da viagem que tomamos jantando no Piazza não vamos esquecer.

By Marília
22/11  Chegada em Bahia Blanca. A procura de hotel( de novo) tudo cheio( de novo)
Após muita procura, pois todas as nossas indicações estavam lotadas e diga-se de passagem, com as tarifas duplicadas ou triplicadas, conseguimos um quarto triplo no Hotel Victoria. O atendente atencioso disse que tinha ar, tv, inernet e banho a gaz. Ah! E estacionamento cortesia. Felizes, nos dirigimos com malas, mochilas e tudo o mais para o quarto. Uma escada linda e o atendente na nossa frente com 3 toalhas e tres sabonete, subindo sem olhar pra tras. Chamei, pedi ajuda com a mala e ele se fazendo de desintendido. Como eu insisti, ele não teve saída, pegou mas saiu dizendoque era recepcionista. Pois é, e eu sou hóspede! Mas não ficou por aí: o wi-fi não pegou nem na recepção. O chuveiro ou era pelando ou esfriava. O ar condicionado, que era o que tinha de mais moderno no quarto, só era liberado mediante o pagamento de PA$50,00. Quase que na saída pedimos um desconto por não ter usado a tv.

Restaurante Piazza
Servem café da manhã, almoço e janta. Cada um pediu um prato e 2 cervejas o que somou PA$270,00 com a gorgeta. Comidinha gostosa com preço honesto.
Dica: peça o sorrentino com molho vermelho.

Nestor e Ivone que nos receberam em Buenos Aires.

Do interior do carro as primeiras pinturas de céu argentino, by Kalu

É de cair os butiás do bolso, by Kalú.

domingo, 23 de novembro de 2014

21 de novembro POA - Buenos Aires ( recuperado em 23/11/2014 )


                   Cruzamos a ponte do Guaíba às 6 horas, a Br116 com suas obras de duplicação nos custou mais de 3 horas até “Satolép”, claro com uma paradinha nas cucas para o café da manhã. Em Rio Branco paramos para comprar uns bagulhos no frichope, almoçamos panchos com coca e partimos Uruguay a dentro. Fora a chuva que logo desabou e nos acompanhou até o Buquebus  em Sacramento, o destaque mais uma vez ficou na saudade, na saudade de como dava prazer dirigir nas estradas boas e sem movimento do país do Mujica, Hoje além do natural desgaste não planejado e tampouco recuperado, os bitrens das papeleiras carregados de eucalipto tomaram conta das estreitas vias, fazer o que né? é o “Progresso”
                  Mais um cafezinho no meio da tarde num posto da ANCAP e os mais de 950km que nos separavam de Colônia foram diminuindo com muito papo dentro do carro e muita chuva na rua. Teremos que rever a nossa amarração da malas no bagageiro, as malas ficaram um pouco molhadas. Nota dez, até agora para o mapa novo do GPS. Chegamos em Colônia faltava uns 15 minutos para partir o ultimo ferry do dia, preciso dizer que foi uma correria para os desembaraços, compra de tickets, aduana, encontros e desencontros por onde ir. Afinal eramos três pessoas e a Sportage para embarcar por caminhos diferentes. Poderia ter sido muito mais fácil se os agentes Uruguaios ou Argentinos tivessem sido minimamente corteses, mas deixa pra lá, “Dilli essas são as nossas férias”. Essa travessia nos custou U$ 280 ( dólares mesmo). 
                  Pois bem, uma hora depois desembarcávamos no Puerto madeiro, bem no centrão de Buenos Aires e a próxima tarefa da gincana foi encontrar um hotel vago. Tinha lido em algum lugar que havia sinal de wifi no buquebus, imaginem então a nossa cara de “e agora? ” quando o planejado não se cumpriu. A nossa dependência dessas porrinhas internéticas nos apavora na abstinência. Com muita paciência  e o GPs tentando se encontrar na largas avenidas portenhas duas horas depois encontramos o Hotel Avenida na AV. de Mayo, deixamos o carro 3 quadras adiante e fomos dormir. Primeiro dia cumprido com satisfação.
                 Nesta viagem o Com o pé na Estrada conta com a colaboraçnao da Marília e do Kalú. A Frau sempre fez anotações nas viagens  e sempre ficaram perdidas no caderninho e decidimos que o melhor lugar para guardar seria aqui:


By Marília
21/11 CHEGADA BUENOS AIRES. A PROCURA DE HOTEL
Hotel Avenida em Buenos Aires. Uma grata surpresa para viajantes cansados e desesperados por um banho e uma boa cama. Simples, muito limpo, com lençois cherosos. Tv a cabo, ar condicionado e internet que funciona mesmo. Até dentro dos quartos e não no banheiro ou corredor do hotel! Boa localização, próximo a Casa Rosada e Florida. Café da manhã honesto e a vontade. Atendentes educados e atenciosos. Diária para casal U$51 e solteiro U$39,00. Dica: do ladinho do hotel tem uma cafeteria com todas as tentações possíveis.


Mas que naviozinho caro, a vantagem é que não pagamos propina prôs rodoviários na Rtua 14



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

20 de novembro - PATAGÔNIA finalmente.

                    Mais uma viagem se inicia e desta vez como vemos o destino é a encantadora fronteira mais austral da América do Sul.  Onde as dimensões tem outra medida, os espaços são vastos, as cores e o vazio preenchem a cena. Impressionantes picos dentados, rios intocados e as poeirentas estradas de rípio descrevem a Patagônia.
                Esperamos poder trazer pra vocês um pouquinho da nossa experiência nestes próximos 30 dias. Fazem parte da trupe a frau Marília o grande amigo e parceiro de muitas, Fernando e eu. Lamentamos a ausência da Cema, esposa do Kalu, certamente a mais animada nessa espera de mais de um ano de planejamento, que fica em POA para acompanhar a jornada de vestibulares da filha Larissa. Boa sorte guria. Na volta queremos uma caloura de medicina.
                Aos amigos um grande abraço e até a volta lembrando que esperamos a visita de vocês ao blog, uma vez que não tem FEICIBUQUI.


Nossa idéia é chegar lá na pontinha do mapa, onde termina
 o continente Sul Americano. Na ida vamos costear o Atlântico para na volta
seguir pela cordilheira entre o Chile e a Argentina.




terça-feira, 18 de novembro de 2014

Patagônia - a próxima estrada.

               Tá na hora de iniciar outra estrada e desta vez vamos rodar pelas terras mais austrais da América do Sul, a PATAGÔNIA.  O banner que nos acompanhou na trip de moto do Atlântico ao Pacífico passa aqui para baixo dando lugar para o outro aí de cima.
                Aguardem!  partimos no dia 21de novembro, esperamos vocês aqui e não adianta procurar no feicibuqui. a†é.